
Se uma vida absolutamente livre do sentimento do pecado fosse realizável, seria de um vazio de fazer medo.
Pode dizer-se que este sentimento ("a coisa não permitida") é, na vida, o que a dificuldade da matéria é na arte. Que aborreceria toda a gente, e, acima de tudo, os artistas, se não fosse difícil.
Naturalmente, o que há de vivo na vida é a luta, os expedientes, os compromissos perante aquele sentimento. Mais vale tê-lo e violá-lo, do que não o ter. Saber que não podemos, ou não devemos, fazer certas coisas, lisonjeia-nos.
(Cesare Pavese- O OFÍCIO DE VIVER. Edição: Relógio D' Água, 2004. Fotografia de Steve Weiss)
Quebrar as regras?!
A não existirem onde estaria o prazer de as quebrar?
Acredito que tudo tem de ser uma conquista.
Acredito igualmente no sonho.
Acredito ainda que muitos deles se poderão cumprir.
A vida é um desafio.
Bom dia, Sandra
Fica o meu beijo
já há algum tempo que me passeio pelo seu blog.
Fiquei fascinada por ele logo à primeira... as referências de leituras, as fotos, os links)
Vou continuar assídua por aqui..
Obrigada
Afixado por: Sophia em maio 6, 2005 01:05 PM(...) Lucrei estas páginas, por olvido e contradição. Não sei se isso é melhor ou pior do que o contrário, que também não sei o que é.
O comboio abranda, é o Cais do Sodré. Cheguei a Lisboa, mas não a uma conclusão.(...)
In "Fernando Pessoa", O Livro do Desassossego, ed. Richard Zenith.
Zezinho:
julgo que é importante debruçarmo-nos sobre o conceito de "Pecado". É que... este pode divergir de pessoa para pessoa influenciando os sentires e as práticas. Como ideia geral o texto é muito interessante, mas atendamos também ao particular e naquilo que isto pode relativizar o que é ou pode estar em causa, logo, o que é desafiar ou não.
Sentimento de pecado: que sentimento? Quais os alcances? Quais as possíveis limitações? Que relativizações? Logo: que julgamentos possíveis? Que opinares? Que detentores da Verdade?
Quanto a este teu último comentário: mais uma mensagem relevante através da utilização das palavras de outrém. Sublinho a ideia apresentada de "o não conclusivo". Faz pensar e, sobretudo, deve fazer ter muito presente o não comodismo, o não estagnar.
Beijinho :)
Afixado por: Sandra em maio 6, 2005 07:50 PMSophia:
é um prazer ter-te por aqui. Volta sempre.
Beijinho :)
Afixado por: Sandra em maio 6, 2005 07:58 PMEstou de volta do "estaleiro" :-)) Texto interessante a chamar a atenção para algo com que concordo plenamente - o sentimento do pecado dá, talvez, tempero á vida; mas que é algo subjectivo, é! Um beijo e bom fim de semana!