Na sequência do acontecido o fim-de-semana anterior deixo-vos com mais um texto da Paula, blogger do "Divine Decadence Darling!". E registo que, daqui para a frente, os domingos serão reservados, aqui no Abismo, com/para os textos desta autora. Textos que nos permitirão viajar pelo rico folclore português, pelas imensas lendas e narrativas que têm povoado o imaginário de muitos, pela religião popular portuguesa... textos que farão a sua recuperação, readaptação ou cujos conteúdos consigo se farão, de uma ou outra forma, relacionar. Mas serão também aqui trazido textos não tão directamente relacionados com estas realidades, mas igualmente de grande qualidade e com o toque especial e inconfundível da autora. Textos que falam em particular de Portugal, mas que podem falar, também, não especificamente do país, pelo que podem ser estendidos a outras realidades, em particular pela elasticidade das temáticas em causa, adaptáveis e/ou moldáveis a outros espaços, a um conjunto mais alargado de pessoas, assim como a tempos mais dilatados daquele que é o presente ou passado recente.
Serão aqui trazidos textos não pequenos, mas textos cuja qualidade vale a atenção e não mutilação. Textos para ler num todo, de uma vez e assim sentidos no que de melhor possam ter. Textos como aquele que se segue.
Passem pois à leitura que eu me calarei. Quanto ao que se segue... não digam depois que não vos avisei...

A pacata aldeia de Monsanto, de olho vivo sobre as Beiras, foi, na terça-feira de entrudo, o palco onde se desenrolou uma tremenda tragédia. Se o nosso espírito voar e nos transportar às longínquas épocas da Idade Média, não encontra uma cena tão selvagem e revestida de tanta perversidade como aquela que aqui proponho narrar. O nosso espírito não concebe que um ser humano pudesse ter coragem para praticar um crime tão hediondo. A realidade dos factos, ou não seja eu um pobre demónio, filho de Lucífer, o encornado, Zé dos Fogos, Belzebu, porém, convence-nos de que sob este lindo céu azul, que um enorme e divino amplexo estreita toda a humanidade, há feras muito mais ferozes do que as feras do monte, pois, Monsanto é terra de gente boa, terra de gente crente. O certo é que, muitas vezes, entre as ovelhas mansas, disfarça-se o lobo traiçoeiro e entre bom trigo surge de quando em quando o joio. E se as mentiras são feitas de verdades, comecemos então, com esta graça que Deus nos deu...
É certo que existem Bruxas. O silêncio, a escuridão, as sombras e o luar evocam-nas. Em Monsanto, desde a Capela de São João à Torre do Pião, os homens correm para riba, sem olhar para trás, depois da noitada na taberna. Temem os seus olhos verdes da noite, temem ver-se a braços com a sua natureza de Lobisomem. Por volta das onze badaladas do sino da Igreja de Santa Maria do Castelo, acolhem todos às suas casas, altura em que a Bruxa, onírica, unta-se com óleo, sai pela chaminé, voa pelos ares com um fogacho no rabo, e percorre todo o monte, para assustar quem queira ser noctívago, obrigando a quem se atreva, a levá-la às costas a casa.
Pois a família Régio também tomava a noite para junto das cadeiras de cerejeira. Viviam bem junto do Forno Comunitário. E a graça de Deus entrou cedo pelas portadas das janelas. Descarregou a Virgem Mãe, uma semente no ventre de Cremilda, e não seria de admirar, sendo Rui Vargas Régio, principal homem da aldeia, homem-bom, filho Varão, de uma família de varões. Quando nasceu, todos e todas vieram à janelinha gritar bem alto “Seja Louvado Nosso Senhor Jesus Cristo por esta bela criaturinha...até que enfim, até que enfim...” E era bela esta criatura. Um belo macho, com os olhos mais azuis que o mar e o Céu quando se juntam, uma boca mais suculenta, uma pele mais macia que os lençóis mais bem tratados pela seda. Chamaram-lhe Paulo, pelos apóstolos, pelas lições e pelos arcanjos. Contudo, os Régios, não eram seres de se contentarem. Apesar de tão bela luz divina, quiseram mais, muito mais. Rui Vargas Régio, homem de nome e palavra na aldeia, queria povoar o mundo com estes olhos azuis, tão belos, quanto especiais. “Quero outro, Cremilda, e hei-de o ter, sejas tu mulher para o descarregar, ou seja outra”! Mas Cremilda, não queria. Não queria, sobretudo, desafiar a graça de Deus, mas antes de pronunciar um ai Jesus, já o homem lhe punha novo ovo para chocar. Todos os dias rezava Cremilda um Pai Nosso que estais nos Céus, pedindo a clemência divina, mas foi o desterrado, o maldoso, o corno de cabra, o porco sujo que a atendeu. E Cremilda sentiu o Diabo a soprar dentro dela numa tentação tão grande, que foi obrigada a apertar a boca com ambas as mãos, porque se não o fizesse, teria cuspido fora a Hóstia Bendita. “Possessa, mil vezes possessa, isto que trago aqui, bem dentro de mim”. Com medo, esfregou o ventre com alho e vinagre para não deixar entrar qualquer corno do Diabo. Dizia a todos, que apenas queria proteger a fertilidade, qual marafona, mas a verdade é que temia, a justiça de Deus sobre o seu corpo. “Ai a minha vida, que se Deus Nosso Senhor não me acode, estou desgraçada”, gritava ela com o terço e o incenso pela casa. E por tudo isto, batia com a barriga nas paredes, empurrando-a, espremendo-a, esmurrando-a, para evitar os desejos que de lá saíam. Diziam-lhe que teria que se conformar com a vontade de Deus, mas ela sabia, que não era a vontade de Deus, que o que trazia dentro de si, pudesse andar por aí ao ar livre, espalhando a semente malvada do demónio como um cão espalha as pulgas.
Tinha, de facto, todas as artimanhas do demónio escondidas no corpo. Por isso resolveu, comungar, e fazer as limpezas da igreja, para assim poder estar mais perto do Padre. Um padre tem poder para tirar o demónio dos corpos, e era isso que o Padre Antão lhe devia fazer, para bem dela, para a livrar dos dentes do tentador, e por fim, para o bem da gente da terra. Mas por todo o lado, via Cremilda, os mortos vivos, e os vivos mortos. Via-os a todos, pendurados pelo pescoço, nus e encouraçados, onde, na testa e no peito, onde havia sido feitos sinais com a cruz, lhes saíam mãos de lume e muito fumo. Nessas alturas, Cremilda atirava-se para o chão e cobria a cabeça com o seu xaile preto, entregando o coração a Deus. Mas quem a ouvia era Belzebu, que a acordava durante a noite com as osgas a espreitarem e a tentarem entrar dentro do seu ninho de procriação. “Bichos malditos, cheios de peçonha, querem ver quem vos chama, não é?” Nessas alturas levantava-se, e cuspia para o chão, fazendo repetidamente o sinal da cruz.
Os cães fugiam dela, os corvos voavam em seu redor, e as pedras mexiam-se quando por elas passava. Às vezes ouvia os ratos, murmurarem-se entre si. Ouvia os porcos grunhir antes de serem mortos, os cavalos relincharem antes de serem abatidos, as galinhas cacarejarem antes de ficarem sem cabeça, os pombos piarem antes de serem comidos. Cremilda queixava-se ao Padre, mas o mesmo não lhe dava atenção – “Confie na misericórdia de Deus, prima Cremilda”, confie em Nosso Senhor, tenha resignação”.
Pensais que Cremilda, terá morto o rebento antes de ele nascer? Não, pois não é possível apagar lume onde não existe chama. Mil vezes atordoar o corpo e a alma com chagas, do que deitar para fora o ácido que a corrói. Pois mesmo, rebento de Satanás, não deixa de ser rebento, e merece que Deus lhe ensine a viver, para depois, com a suprema penitência, lhe tirar a vida, pois é misericordioso o nosso Bom Deus. Pois Cremilda não queimou a chaga, antes de sentir dor. Deixou-a a viver dezoito luas cheias dentro de si, alimentou-a com Bicas de Maçã e de Paio. Deixou escorrer sangue pelas pernas, mas nunca a retirou de si.
Com nove meses de cominhos e tomilho, com nove meses de açafrão, assim nasceu a concubina do Cabrão. Na véspera da Quaresma, veio à luz, com a ajuda das mezinhas de Ti Júlia, velha curandeira, sabedeira, e parteira de Nossa Senhora dos Aflitos esta nova menina, que antes de o ser, já era chamada pelas entranhas. Cremilda gritou nessa noite, de tal modo, que acordou o menino Paulo, o de olhos azuis, que naquela idade, e ainda sem saber dizer um ai e um ui, já enfeitiçava as futuras donzelas. Mesmo, ajudada por um alguidar com água fervida e coentros, Cremilda não deixava de ter dores a parir. Ao mesmo tempo benzia-se e gritava “Sai de dentro de mim! Sai de dentro de mim, criança ruim, com a peçonha de mil lacraus e manha de javalis! Sai”. E com tais rezas, ela saiu mesmo. E Deus, tão misericordioso e piedoso, quanto justiceiro, fez saber desde logo, que só toca nos ventres das mulheres, uma só vez na vida, e nunca mais. Pois a menina que rebentou na barriga da mãe, tinha tudo o que o irmão não tinha. Uns olhos tão negros que faziam cair qualquer azeitona, uma boca pálida e gretada, uma cara branca e vergonhosa.
Nasceu uma menina mirrada, com pernas bambas e arqueadas, tão pequena quanto tacanha. Mas o pior só lhe viu a mãe, passadas doze noites, pois a criança, que azedava o leite à mãe, tinha a cabeça tombada para a esquerda, para o lado do mal. A cabeça quase que recusava a vénia divina, e obrava o chão e o inferno. Pois Deus tinha feito justiça, e é certo que bem Haja aos que sabem que o Nosso Senhor, escreve direito por entre linhas tortas...
Pensais que a mãe a matou? Pensais que a mãe abafou aquele riso de escárnio que soprava por entre aqueles dentes de leite? Não, pois não se pode apagar chama, que ainda mal arde. Pelo contrário, a obra de Satanás, com uma mulher do povo, deixou-se crescer debaixo das mesas, sem amor de pai, de mãe, e muito menos de irmão. Até mesmo, quando o médico de Castelo Branco, lhe disse que o que a rapariga tinha, era uma deficiência mental, conjugada com autismo, que derivava certamente, da falta de oxigénio por alturas do parto, e de um possível contacto da mãe com a rubéola, ninguém lhe acreditou. Sabe-se é que, pelas Verdades e pelas Humanidades, o mais certo é a Ciência errar tanto, quanto os Homens, pois, a par de alguns anos, desapareceu, à menina, que por ora se chamava Carla, essa suposta anomalia. Nasceu-lhe outra porém. No dia em que Carla completara seis anos de existência, e estando ela a dar fruta podre aos porcos, apareceu-lhe um pastor que a agarrou por trás e pela frente, e meteu-lhe bosta de vaca pela goela abaixo. Desde então, a pequena ficou muda. A mudez foi algo que não espantou os olhos da mãe. Sabendo ela do segredo que a mantinha viva, atribuiu-lhe a boca suja e cheirosa, a algum achaque, ou alguma possessão diabólica.
Por vezes, a família Régio saia junta, e todos os que por ela passavam, exclamavam-lhes “Belos dias, e Seja Louvado Nosso Senhor Jesus Cristo”, “Pr`a sempre seja Louvado”, “Pois muito vos prezo esse vosso filho, de olhos mais azuis quanto o Céu pode deitar à terra. Pena que a irmã não seja assim, mas quem já tem um, não precisa de argumentar por mais.” Os pais calados, ouviam e ouviam mais, os sussurros dos visitantes, quando estes se encontravam por trás: “ Vejam-me lá a Prima Cremilda e o Primo Rui? Aquele Paulinho, dos olhos azuis, é mesmo um moço...ai, quase um menino! Verdinho ainda, bem cheiroso como um pé de manjerico. Já a irmã parece que brotou de debaixo da terra sequinha, murcha de todos os sumos e mais branca que a folha do lírio. O que um tem de mais, a outra tem em falta! Pois nota-se bem que aquela não é obra de Nosso Senhor.”
Os anos passaram, e, aquela que aqui se chama Carla, mas que poderia ter qualquer outro nome, em outra terra, transformou-se de criança em moça, e de moça em rapariga. Pois mudaram-lhe as formas, mas nem tão pouco o temperamento. Os filhos das mulheres, assim que voltavam das lides universitárias em Coimbra, para em Monsanto passarem as suas férias, chamavam-na de longe “Carla, Carlinha, Carlona, mostra à gente que não és feita de peçonha!” E assim conseguiam atraí-la para a Gruta da subida para o castelo. Já lá dentro, os jovens despiam-se da cintura para baixo e diziam-lhe “Carla, Carlinha, Carlona, vê como isto cresce para ti! Pega-lhe e mexe-lhe para saberes qual o seu segredo”. E Carla, satisfazia-lhes todos os desejos, mesmo sem os entender. Mas não era somente aos jovens que Carla satisfazia. Também viúvas as havia, que lhe prometiam um bolinho de azeite em troca de aconchego, para que assim esquecessem a morte dos maridos. Carla era muda, e daquela boca não saía nem sequer um suspiro. De facto, a verdade é que todos a conheciam, mas ninguém a queria conhecer.
Em casa, ai Jesus! Sempre era uma aflição em casa dos Régio: ouviam-se gritos que até corta o coração saber escutá-los. Desde o irmão, ao pai, e passando pela mãe, todos lhe gritavam “ Xó daqui, cachorra tinhosa! Xetá daqui pr´a fora, corpo e alma de bruxa. Devíamos queimar-te, como nos diz S. Cipriano, esse mago da Síria.” Mesmo nos dias calmos, em que a mãe se arrastava por um toque de ternura, ao ver Carla aconchegada nos cobertores, sentava-se a seu lado, colocava a cabeça no seu regaço e dizia-lhe baixinho, quase murmurando “Pelas duas tábuas de Moisés, onde Nosso Senhor pôs os seus sagrados pés, sai desse corpo Satanás”. E se é verdade, que não se deve invocar o nome de Nosso Senhor em vão, também o é, que Belzebu, o corno, e o cabrão, não deve ser chamado.
Durante essa noite, uma feiticeira moribunda apareceu a Carla, e contou-lhe a história de Lilit, a primeira mulher que Deus deu ao homem, ser acomodatício, cumpridor das proibições divinas, sobretudo a de pronunciar o exacto nome do Criador. Mas Lilit não se conformava com esta condição humana, entendia que o marido era um mole e incitava-o a revoltar-se, pois mais ninguém deveria ser Deus do que cada um de nós. Mas o homem nada fez, e cansada de tamanha ambição, revoltou-se ela, elevando-se aos ares como uma deusa. Pois o homem não gostou e pediu nova mulher ao Criador, ao qual ele lhe deu Eva. Lilit zangada transformou-se em serpente, amaldiçoando o Paraíso, todo o homem e toda a mulher. Mais lhe disse a feiticeira moribunda, que o homem precisa de crer para sobreviver, mas que se ela aceitasse tal poder vivente e onírico, jamais alguém lhe poderia tocar. Pois é livre que nos cremos, e Deus é o nosso maior opressor. Ouvidas tais palavras, a mudez de Carla cessou, e a mesma lhe disse “Aceito”.
Os sinos tocaram na manhã seguinte em Monsanto. O Padre Antão, prometera o baptismo de Carla a Cremilda, e como os desígnios de Nosso Senhor, assim havia de cumprir-se. Mas no momento das rezas, Carla começou a rir, com um gosto de escárnio e mal dizer. Esconjurou os presentes, uivou como os lobos, cacarejou como as galinhas, e miou como os gatos. Diz-se também, que dizimou muitos carneiros, fez uma mulher vomitar pregos, rasgou o vestido a várias noivas, “chupou” vários recém-nascidos, mas, embora crendo, não nos é possível confirmar tais feitos.
O certo é que a multidão, logo após se ter benzido, lhe chamou possessa, clamando “Matem-na, Prendam-na, Queimem-na como já se fez no Rossio em Lisboa”. Carla começou a correr, e a descer a serra que segura Monsanto. Vários homens partiram com archotes à sua procura, mas, os poucos que dela se aproximaram, viram a sua pele ficar peluda, os dentes crescerem-lhes, as unhas transformarem-se em garras, e da boca saírem uivos guturais. Os outros viram-se presos pelo Fogo que deflagrou cá em baixo, queimando pinhais e sobreiros. Pois Carla, entre Penamacor e Sortelha encontrou um terreiro, onde se despiu e já nua e untada, dançou pela Lua, dançou pelo Sol, dançou pela Chuva e pelo Fogo (houve até quem a tivesse visto a beijar o rabo do Diabo). E, depois de um último olhar para a sua aldeia natal, fez as pedras do castelo deslizarem e rolarem por toda a aldeia. As mulheres, boas e más gritavam, agarrando-se aos filhos, outras viam os maridos ficarem esmagados pelas pedras que por lá caíam. A pouco e pouco todos iam morrendo, incluindo os Régios que acabaram soterrados por uma cruz de ferro, em honra dos soldados que haviam partido para a guerra. Quando este crime hediondo terminou, Carla, triunfante, olhou mais uma vez aquele conjunto de pedras que cobria a aldeia e repetiu novamente a palavra que dissera à feiticeira moribunda “Aceito”...Depois disto, ninguém mais lhe pôs a vista em cima. Houve quem dissesse que ela se evaporou, houve quem dissesse que a terra se abriu e assim a engoliu. Houve quem dissesse...mas isso já não nos interessa.
Pois assim se desenrolou esta tremenda tragédia. Agora não se vá dizer que esta história nunca aconteceu. Agora não se vá dizer que Monsanto ainda persiste lá em cima sob o castelo. Agora não se vá dizer que Carlas há muitas, mas poucas têm este fim. Agora não se vá dizer que quem escreveu esta história quis apenas usar a Aldeia mais portuguesa, para demonstrar o Portugal mais português. Agora não se vá dizer, pois não se diga mais do que dito ficou...
(Paula- DIVINE DECADENCE DARLING! Pintura de Paula Rego)
Minha querida, antes de mais, este texto esta estranho, nao sei, ha nele qualquer coisa estranha mas que me agrada bastante.
Depois, gostaria de te dizer que mudei de cantinho, aconteceu um imprevisto, e agora estou em www.paradeolharparamim.blogspot.com
beijinho e um abraço
Gostei do texto. As tuas escolhas são sempre excelentes. Beijo
Afixado por: Micas em março 1, 2005 09:45 PMGostei do texto. As tuas escolhas são sempre excelentes. Beijo
Afixado por: Micas em março 1, 2005 09:46 PMGostei do texto. As tuas escolhas são sempre excelentes. Beijo
Afixado por: Micas em março 1, 2005 09:47 PMGostei do texto. As tuas escolhas são sempre excelentes. Beijo
Afixado por: Micas em março 1, 2005 09:47 PMGostei do texto. As tuas escolhas são sempre excelentes. Beijo
Afixado por: Micas em março 1, 2005 09:47 PMGostei do texto. As tuas escolhas são sempre excelentes. Beijo
Afixado por: Micas em março 1, 2005 09:47 PM