
(Fotografia de Alberto Monteiro)
Os estados por que passamos, atribuímo-los umas vezes a Deus e outras ao Diabo. Enganamo-nos em ambos os casos. O enigma reside em nós, no facto de sermos produto de dois mundos. Passa-se o mesmo com a cor: há quem a procure dentro da luz e quem a procure fora da luz, no universo, mas não somos capazes de a encontrar no lugar que lhe é próprio.
Não devemos desejar a ninguém que venha a passar por situações degradantes. Mas tais situações são, para aquele que acidentalmente as atravessa, autênticas pedras-de-toque para avaliar do carácter e do que de mais decisivo o homem é capaz.
Não há situação que o homem não possa tornar mais nobre pela acção e pela paciência.
Resta-nos sempre a força necessária para levar a cabo aquilo de que estamos convencidos.
Nada acontece de tão irracional que o entendimento ou o acaso não o possam reconduzir ao bom caminho. Tal como nada acontece de tão racional que a incompreensão e o acaso o não possam desencaminhar.
(Goethe- MÁXIMAS E REFLEXÕES)
:) Goethe :)))
Na minha opinião, nada acontece por acaso; no entanto, acredito igualmente nele, no acaso. Assim, fico indecisa entre o Céu e o Inferno embora tenha consciência que neste momento não estou nem num, nem noutro. Será isto Deus e o Diabo quando a culpa nasce de nós próprios? Resta-nos decidir fora do acaso ou dentro dele qual o caminho a seguir.
Concordo que não devemos desejar que o outro passe por situações degradantes, ainda que tenha sido o outro a colocar-nos em situação semelhante.
Um beijo enorme querida Sandra :)****
Adorei ler Alexandra Antunes. Não volta?
Afixado por: Luís em janeiro 10, 2005 12:55 AM