
(Fotografia de José Marafona)
Falaram-me em homens, em humanidade,
Mas eu nunca vi homens nem vi humanidade.
Vi vários homens assombrosamente diferentes entre si,
Cada um separado do outro por um espaço sem homens.
(Alberto Caeiro- POESIA)
Logo venho ler-te com mais tempo, como merecem os teus textos. Beijinho
Afixado por: Micas em dezembro 27, 2004 05:20 PMPassei para saber como foi o teu Natal? Espero que tenha sido bom! Votos de um fantástico Ano Novo!!!
Afixado por: Distante em dezembro 27, 2004 06:50 PMO mestre é o mestre, difícil de copmentar! Humanidade? Onde?! Foto que se adapta de um modo fabuloso ao poema! Um beijo.
Afixado por: Pink, the Lady em dezembro 27, 2004 07:34 PMMicas, minha querida: sabes que és sempre muito bem vinda aqui. E és bem vinda para leres e releres e voltares a ler e a reler. Eheheh... Beijo grande ;)
Distante: obrigada pela visita e pelo cuidado. Correu tudo muito bem. Ainda tou a viver o espírito (reforçadamente em mim, dado não ser só nesta época que devem imperar posturas e sentimentos). Jokas :)
Luísa: de facto! E é triste, não é? Beijinho.
Pink: estendo a resposta que dei à Luísa, tb, ao teu comentário. Realmente, por vezes (ou quando estamos mais preocupadamente atentos) olhamos, olhamos, olhamos e não vislumbramos Humanidade ou humanidade no Homem. Vemos apenas homens em solidão, homens solitariamente juntos, homens partilhando o mesmo espaço, homens e homens e homens... e homens vivendo o insuportável e o pior em si e entre si. É o vazio no meio de tanto aperto. Ou o vazio entre eles. E neles. Simplesmente.
Beijinho.
Como há gente que sabe pensar!!! Passei por aqui e... gostei... do toque, do geito, da sensualidade. É um mundo.
Se quiseres, encontras-me num confessionário. Sim. Sou padre:
eupadre.blogspot.com
Somos todos homens, feitos da mesma matéria. E é quando estamos vulneráveis que nos demonstramos iguais. Somos todos iguais.
Afixado por: JC em dezembro 28, 2004 12:29 AMCaeiro faz segundo a minha análise a ligação entre os vários heterónimos de Pessoa.
"Cada vez mais o homem é uma ilha egocêntrica que teima em olhar apenas para o próprio umbigo".
Boa noite Sandra e bom - o possível - 2005.
Um beijo
Amigo Padre... visitei o teu confessionário e gostei. Ter-me-ás lá mais vezes. Beijinho :)
JC: sim, somos iguais na vulnerabilidade de nós, acentuada pela doença. Mas tal como numa "situação normal", tb na doença somos assombrosamente diferentes. Enfim, questão de recursos, de possibilidades, de acessos. Infelizmente. Obrigada pela visita e pelo comentário deixado :)
LetrasaoAcaso: citação importante e muito verdadeira essa que deixaste. Como minorar ou evitar isso? Questão de reeducação do Homem?
Um bom 2005 para ti também. Beijinho :)