
(Fotografia de Elena Vasilieva)
aqui estou eu
toma-me para sempre
guarda-me na tua mão
tranca-me dentro de ti
não libertes a minha alma.
estrangula o meu corpo
de tantos abraços, apertos
asfixia a minha boca
de tantos beijos
rasga a minha pele
com carícias devastadoras
castiga os meus pensamentos
arranca-os, destrói-os, manipula-os!
aqui estou eu
a tua bonequinha voodoo
a tua menina marionete
controla-me... controla-me...
aterroriza-me, atormenta-me
faz-me temer-te
faz-me sentir o pânico
o horror cada vez mais perto
cada vez mais intenso
cada vez mais certo...
sinto o cheiro no ar...
o cheiro da obsessão
deixo-me ser sugada, absorvida
deixo-me levar, pela tua mão...
pela tua voz, pela tua mente...
vou em queda permanente
a flutuar constantemente...
apenas tenho noção
de quão interessante é...
dar tudo o que a minha alma tem,
dar-te todo o meu bom senso,
deixar-me enlouquecer como uma terapia
perder o controle...
(já não consigo viver por mim)...
(Alexandra Antunes- FRÁGIL)
{ ... necessidade hipnótica de deixar conteúdos narrados[]pinturas ... de escrever[]desfocar ... e deixo aqui mesmo[]porque gosto de aqui ler: [“neste ler * palavras, quando por ti escritas por mãos sentidas, e nunca em impressão * conclusão por quem não lidas * ditas”] © pipetobacco ... }{ beijos* }
Afixado por: pipetobacco em dezembro 15, 2004 12:53 PMQuerida Sandra,
A fotografia que escolheste para ilustrar este meu poema não poderia ser mais perfeita! Olha... estou sem palavras... de todas as outras a que mais gostei, sem dúvida, foi desta; está soberba, fenomenal e diz... tudo aquilo que senti quando escrevi cada palavra acima. Um beijo enorme fofinha. Adoro-te mto :*
p.s.: peço desculpa pela ausencia... mas tem sido impossível ;)****
Eu sabia que ias gostar particularmente desta fotografia. Eu sabia ;)
Agora a sério: tb a considerei por demais apropriada ao poema. Senti a conjugação como algo absolutamente "devastador". E sim, compreendo muito bem o que dizes acerca do sentido em torno do poema. O que dizes para mim basta, não preciso de mais.
Beijo enorme.
Afixado por: Sandra em dezembro 15, 2004 06:02 PMPipe, adoro o que aqui me deixas.
Beijinho grande :)
Afixado por: Sandra em dezembro 15, 2004 06:12 PMBela declaração de amor/paixão absoluta. Também acho que a foto contribui para uma conjugação perfeita.
Afixado por: Dora em dezembro 15, 2004 06:47 PMUm mundo tão vasto que nos envolve, onde nada pertence ao real, onde nada faz parte do que está no prato diante dos nossos olhos..apenas uma sombra esquecida num dia qualquer....
beijos
Afixado por: contador de histórias em dezembro 15, 2004 07:37 PMAdorei o poema e a forma como o mesmo foi conciliado com a fotografia. Essa vontade de nos entregar mos de nos deixarmos envolver por quem amamos, de sermos guiada transpira completamente das tuas palavras. Paixão no horizonte.
Beijinhos
*A
Dora: agradeço teres deixado registo desta tua visita. Relativamente à foto, agradeço na mesma. Agora quanto aos conceitos de Amor e Paixão, temos perspectivas diferentes. O que para mim existe aqui é obsessão na sua vertente + doentia. Isto não implica necessariamente Paixão e muito menos Amor. Reconheço, contudo, que para
alguns possa ser (sentido) de forma diferente.
Um beijinho para ti :)
Afixado por: Sandra em dezembro 15, 2004 07:39 PMO que disse à Dora tb serve para o teu comentário, Alexandre ;) Agora, não posso deixar de concordar/admitir que o poema da Alex é absolutamente envolvente. Um bom trabalho em termos de escrita
Beijo :)
Afixado por: Sandra em dezembro 15, 2004 07:43 PMContador de histórias...
... onde demasiado pertence ao real (ou é susceptível de pertencer)...
Beijinho para ti ;)
Afixado por: Sandra em dezembro 15, 2004 07:44 PMEste poema n podia descrever melhor o meu estado de espiríto do dia de ontem... Meu Deus... Como eu me sentia frágil! Achei lindo este poema, tenho vontade de fazer destas palavras as minhas palavras, destes sentimentos, os meus sentimentos.. E a imagem, ai a imagem q bem retrata a fragilidade... Obrigada pelo abraço apertado... Nem imaginas como me soube bem... Um abraço apertado para ti também... Guarda-o para quando te sentires frágil...
Afixado por: missantipatia em dezembro 15, 2004 08:48 PM