
- Há que acreditar ou rebentar - disse-lhe o homem que saía da sala quando ele entrava.
Ele acabou de entrar. A mulher esperou que se sentasse, fechou os olhos e, com voz cavernosa, chamou pela mesa provençal que estava no primeiro andar. Movendo agilmente as patas, como um perfeito quadrúpede amestrado, a mesa desceu pelas escadas.
- Isto é incrível - exclamou ele. E, antes que pudesse explicar-se melhor, rebentou.
(Raúl Brasca- Microconto editado na revista "Periférica". Nº 11, Outono 2004, p. 69)