
(Autor desconhecido)
No dia em que o sonho encontra a realidade, a ratoeira não tem piedade.
Escuro dia, de névoa e cheiro a enxôfre, não é um terramoto, é uma explosão vulcânica, que sem pressa queima tudo à volta e arrasta consigo todas as esperanças e fantasias.
Não é a erosão calma e paciente de uma arriba, é o abatimento da própria sob o peso dos delírios inocentes, que desconhecem a ausência de substância.
Não há espaço para soluços no dia em que o sonho encontra a realidade, nem tempo para lamber as lágrimas porque a língua é deglutida com o soro da verdade.
A flor que enfeita a morte é negra de dor mas não nos cega. O ciclo não estaria completo se não pudessemos ver o enterro do nosso próprio ego.
Já não existe mais nada do que os meus próprios dedos que numa valsa terna e lenta bamboleiam por um teclado.
Soube a acre este beijo.
(Hugo Madeira- A EMBRIAGUEZ DA METAMORFOSE)
[Hugo: como sabes, adorei este teu poema. Uma das melhores coisas que, ao nível da Poesia, li ultimamente. Senti de imediato que tinha que constar aqui no Abismo. E ei-lo.... Beijinho.]
Muito obrigado pelo destaque :) e pelas tuas palavras.
Infelizmente parece que o blogger (rede blogspot.com) está hoje em baixo :(
beijinhos
Fiquei apaixonada por essa embriaguez da metamorfose.
beijinho***
Hugo: não precisas de agradecer. Tu mereces!
Ana: ainda bem que ficaste assim. Tem tudo a ver!
Jokas para os dois.
:)***
Afixado por: Sandra em outubro 28, 2004 08:51 AMOs inocentes são sempre aqueles que mais sofrem... porque a sua alma é pura e eles perdoam sempre... embora não deixem de delirar... a loucura é um estado de pureza... Beijos e parabéns pelo texto. Obrigado a ti também, Sandra por tudo... tu sabes ;)
Afixado por: alexandra em outubro 28, 2004 10:55 AM