
(Fotografia de Bruno Espadana)
Foi num daqueles dias de Outono em que o vento sopra as folhas caídas, que tu chegas-te à minha vida. Ao inicio puro desconhecido, depois aos poucos acabas-te por te tornar um grande amigo e com o passar do tempo tornamo-nos cada vez mais íntimos, quase inseparáveis. Foi ai que me comecei a afastar adivinhando o que se avizinhava. Mas tu sempre foste um homem directo e viste-me dizer que estavas apaixonado “como nunca estive por ninguém “ dizias–me tu. Eu disse que não acreditava no amor, tentei explicar-te que gostava demasiado de ti e que tinha medo de te magoar, disse-te até que serias passageiro como todos os outros. Tu concordas-te comigo, também tu já tinhas sido magoado vezes sem conta para continuar a acreditar no amor, disseste-me que nada é perfeito e que estavas disposto a fazer-me acreditar também. Expliquei-te então que sou livre, que não pertenço a ninguém, que tenho que “voar” e que quando me começo a sentir presa me afasto. Contei-te que não gosto de amarras e que por mais que gostasse de ti não achava justo obrigar-te a viver assim…
Tu argumentas-te, disseste que não importava, que o teu amor por mim era enorme, que não me ias prender. Disseste–me também que só de ouvires a minha voz e sentires o sabor dos teus lábios te faria feliz. Eu chamei-te louco, disse-te que isso nunca iria resultar. Mas acabas-te por me convencer, fizeste-me acreditar que resultaria, foi assim que decidi embarcar nesta louca viagem. Foi bom enquanto durou, mas acabou assim como começou, de repente.
Desististe … tu que me fizeste crer que valeria a pena, tu que me fizeste tentar, tu que me fizeste acreditar no Amor; tu que agora deixas-te a viagem a meio…
(Mónica- MY PAPER MOON)
[Um beijinho para ti, ó minha grande... grande... enfim, tu sabes o quê. Eheheh...]