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Correm turvas as ideias no meu ser
O sentimento escapa-se
Em farta escuma gelada
Que se afasta
Da inspiração que me foi dada
Quero versejar
Corporizar poesia
Mas correm turvas as ideias no meu ser
E escrever sem sentir
Rabiscar e não o desejar
Não é reflexo de criar
Correm turvas as ideias no meu ser
E nada mais tenho para amar
Paro
E ouço os silêncios
Que me rugem dentro
E me rasgam o corpo
Sedento de elementos
Paro uma vez mais e espero
Inspiro e transpiro
Grito e vagueio
E sempre
Sempre este maldito vazio
Desisto
[É irrisório agora tentar]
Logo mais saberei criar.
Nada

Amor
Dor
Morte
Vida
Ser
Cor
Devoção
Razão
Som
Paixão
Silêncio
Sedução
Calor
Desejo
Luz
Pavor…
Nada…
Não sinto enredo.
Decidi-me!
Hoje não escrevo.
(Luís Miguel- VERTENTES. Fotografias: autor desconhecido.)
Publicado por void em setembro 14, 2004 06:32 AMCara! Essas palavras me fizeram viajar em mim...
Afixado por: Drico em setembro 21, 2004 10:24 PM