
está escuro. nos teus dedos apagas o corpo. não procuro nenhum amor quando a noite. também as palavras o vazio e sim o silêncio nos lábios fechados da luz colada à pele. estou a guardar poemas para uma tarde arder na tua boca. agora acordas a manhã quando uma palavra toca no peito. quase sinto a tristeza agonizar dentro de ti. não sei lutar não por amor. adormeces na vida escura.
(Texto editado, originalmente, em Memória Futura.)