
(Autor desconhecido)
tenho medo. de noite, quando não consigo dormir, a morte
ressuscita mortes. deitado sobre a cama, uma mão negra
desce do tecto para me tocar no peito. tenho medo. silêncio
e frio sobre o meu corpo. olho para dentro de mim e não
vejo nada. tenho medo. todos os que me chamam de dentro
da escuridão sabem que há uma casa com paredes antes
de mim, sabem que eu não sou aquele que ilumina o mundo.
tenho medo. quando não consigo dormir e prolongo as
noites, a culpa envolve-me de medo e frio, o silêncio diz-me
para esperar, pois o descanso virá com a noite maior,
a noite em que a manhã nunca chegará.
(José Luís Peixoto- A CASA, A ESCURIDÃO)
Ola Sandra, ja estou por cá na minha cidade Rio de Janeiro, esta frio, e to arrumando as coisas na gavetinha da minha cabeça. O site continua lindo, e tu a me deixar na espera das ediçoes dos meus poemas, aguardo, como um soldado sempre pronto e a espera, muito obrigado por tudo.
Afixado por: Lilia Trajano em julho 29, 2004 07:50 PM