
Misha Gordin:
«Em vez de fotografar realidades existentes, decidi fotografar as minhas próprias realidades imaginárias. Comecei a fotografar conceitos.
O processo é semelhante à encenação de uma peça de teatro. Começa com uma ideia (argumento) e depois é preciso encontrar o local (palco) e os modelos (actores) apropriados; há que tomar decisões quanto à iluminação e ao guarda-roupa, tirar fotografias preliminares (ensaios) antes do dia da verdadeira sessão fotográfica (a noite de estreia).
Tem muitas semelhanças não só com o teatro, mas também com o cinema, a poesia, a pintura, a escultura e a música. Todos começam por um conceito e depois seguem-se o guião ou a composição, os esboços, as afinações... E todos reflectem possíveis respostas às maiores questões que se colocam a alguém: nascimento, vida e morte.
Mas a fotografia tem uma vantagem: a sua verosimilhança. Nós temos uma tendência subconsciente para acreditar que aquilo que vemos fotografado tem de existir.»
(Depoimento do fotógrafo in: Periférica, Verão 2003)
Misha Gordin nasceu em 1946 em Riga (Letónia). Em 1974 fugiu para os EUA, onde vive.
Com este post chamamos a atenção para uma exposição de trabalhos do autor (necessariamente seleccionados) que iremos apresentar. Até lá, a interiorização daquela que é sua ideia sobre o trabalho fotográfico desenvolvido.
Publicado por void em maio 25, 2004 12:27 PM
um projecto interessante. vou ficar atento.
Afixado por: fernando esteves pinto em maio 25, 2004 03:43 PMMagnifico!!
Afixado por: Maria em maio 25, 2004 04:37 PMOnde estás ó insana? Beijo.
Afixado por: PilantraX em maio 25, 2004 09:51 PMgosto dos gostos que eu gosto. Descobri a Misha em Dezembro/2003 e nesse mês e em Janeiro repeguei em fotos das suas séries SHOUT e To Roza.
Tem de facto excelentes apropriações de realidades imaginadas em forma de fotografia.
Parabéns pela "retrospectiva".