
(Fotografia de Jorge Garcia)
Por momentos pensei ter que pensar,
Por momentos sonhei ter de sonhar,
Mas os pensamentos de mim se foram
E os sonhos, esses, aqui dentro choram;
Que fuga cruel, que choro terrível!
São as peripécias de um ser frustrado,
Alguém que nunca por ti foi amado,
Alguém para quem tudo é susceptível.
É assim a vida, é assim a solidão,
Tudo está envolto numa agonia,
Não escuto mais a voz do coração!
As sombras encerraram-se no escuro,
Já não paira no ar essa magia
Que em tempos me entregou à Fantasia!
(Teresa Sousa- INÉDITO)
[Mais um exemplo do que escreveste e mais um estímulo, meu, para que voltes a fazer exercícios destes. Abraço muito fechado. Sandra]
Publicado por void em abril 30, 2004 05:27 PMLindo.Muito lindo!
É o 2º soneto que vejo desta autora, mas este é ainda melhor do que o anterior.
Há nele um sentimento, uma verdade muito bem colocada.
"É assim a vida, é assim a solidão"
Magnífico!
Mandei mail, mas tive uma falha na net não sei se seguiu. Vou lá ver, mas vê também! Vou amanhã outra vez! Beijo grande
Afixado por: PilantraX em abril 30, 2004 10:29 PM