
(Fotografia de Jorge Tam)
Ó noite sombria e gélida escuta
Este meu silêncio mortificado,
Este singelo som enfeitiçado
Sepultado na mais escura gruta;
Sente esta profunda dor que em mim mora,
Esta imensa saudade que em mim chora
Ao recordar momentos de opulência
Na derradeira idade da inocência;
Vê estes olhos que nada vêem,
Pobres, caíram na eterna cegueira
E entregaram-se à mais suja poeira!
Fala-me dos teus felizes horrores,
Desses teus castos e honrosos temores…
Como eu te invejo minha noite amiga!
(Teresa Sousa- INÉDITO)
[Pela amizade, pelo carinho, pela ternura, pelo respeito... por tudo o que tenho cá dentro, apresento mais um poema teu. Abraça-te, Sandra.]
Publicado por void em abril 26, 2004 06:44 PMjá tinha gostado do outro( no zen) deste então...
Afixado por: ccc em abril 26, 2004 07:13 PMTambém estive no Zen, ccc, e concordo que o que a Teresa escreve tem, de facto, qualidade. Mas nisso há uma certeza que eu tenho: que muito mais pode ser feito com resultados inequivocamente deslumbrantes (tb no sentido de perturbadores).
A "Noite" é o 3º poema que edito da autora. Outros serão aqui apresentados e empenhadamente trabalhados naquele que é o resultado que pretendo conseguir: texto + imagem = mensagem muito, muito significativa.
:)
Afixado por: Sandra em abril 26, 2004 08:05 PMOi!... cansada mas... viva, por enquanto!
Beijo
Perturbador, triste e verdadeiro. Um beijo teresa. a Sandra tem razão o texto tem qualidade, a Teresa devia apostar na escrita.:)
Afixado por: Ana em abril 27, 2004 09:28 AMLindo soneto.
parabéns à autora e também a quem o publica.