abril 22, 2004

BUSCA INDIVIDUAL


(Trabalho de Rui Manuel Macedo Nabais)

A percepção espiritual deve ser uma busca individual, ou não terá significado. Somos muitíssimo influenciados pela nossa realidade imediata e podemos agir sobre ela, dando apenas um passo de cada vez, sem necessidade de um horizonte muito dilatado. Até os passos na direcção errada nos proporcionam uma visão interna dos muitos caminhos concebidos para nos ensinar. Para harmonizarmos o Eu espiritual com o ambiente físico que nos envolve foi-nos concedida a liberdade de escolha com o propósito de exercitarmos o livre-arbítrio na procura dos motivos por que aqui estamos. Na estrada da vida é necessário que assumamos a responsabilidade pelas nossas decisões, sem culparmos os outros pelos problemas da vida que nos tornam infelizes. (...)
(...) sermos proprietários ausentes na nossa própria casa também faz de nós pessoas ineficazes. O corpo de que dispomos não nos foi concedido por um acaso da natureza. (...) Assim, não podemos julgar-nos vítimas das circunstâncias. Não somos meros espectadores, pois, juntamente com o nosso corpo, fomos incumbidos de participar activamente na vida. (...)
A energia da nossa alma foi criada por uma autoridade mais elevada do que aquela que podemos imaginar no nosso actual estado de desenvolvimento. Consequentemente, devemos concentrar-nos em quem somos, como pessoas, para podermos encontrar esse fragmento de divindade que está em nós. As únicas limitações que existem à visão interna pessoal são impostas por nós próprios. Se os caminhos espirituais dos outros não significam nada para nós, isso não significa que o caminho concebido para as nossas necessidades não existe. A razão de sermos quem somos é uma das grandes verdades da vida. O lugar onde um aspecto dessa verdade se manifesta para nós não será o mesmo onde se manifestará para outra pessoa. (...)
A vida é uma transformação constante em direcção á realização. O lugar que ocupamos hoje no mundo pode não ser o que ocuparemos amanhã. Temos o dever de aprender a adaptar-nos a essas perspectivas diferentes que surgem na vida, porque isso também faz parte do plano para o nosso desenvolvimento. (...)
A vida está recheada de conflitos, e a luta, a dor e a alegria que experimentamos são os motivos para a nossa estada neste lugar. Cada dia é um novo começo.

(Michael Newton- O DESTINO DAS ALMAS. REVELAÇÕES SOBRE A VIDA ENTRE VIDAS)


Publicado por void em abril 22, 2004 09:33 PM
Comentários

Tenho sempre a sensação que «este não é o meu mundo».
Volto segunda, beijo.

Afixado por: PilantraX em abril 22, 2004 10:15 PM