
(Natércia Freire)
E assim tenho passado. Apenas entre.
Desconhecido o tempo que é de morte
E o Mistério que fui Eu no seu ventre.
Entre o Dia dos outros e o meu Dia
Se levanta a agonia
E canta como um galo, ainda Noite,
Anunciador do Mal. Vidente e estridente.
De mim, o sonho ausente.
Dos outros, o clarim que me asfixia.
Mas é na terra de outro Continente
Que o aviso dispara a linha fria.
E a minha Pátria vem, impaciente,
Mascarada de Grécias, de distâncias
Remotas como Vénus. Renuncia
Ao Presente. O Presente se adia. . .
E sempre fica entre.
(Natércia Freire- LIBERDADE SOLAR)
Vir aqui é sempre uma descoberta.Não conhecia este nome da Poesia.E afinal,estava-o perdendo...Adorei o poema!
Afixado por: valeria em março 23, 2004 09:19 AMLindo :)
Afixado por: Morgatha em março 23, 2004 03:35 PMPenso como a Valeria. e com a Morgatha repito: lindo!
Afixado por: Ana em março 25, 2004 08:09 AM