Ultrapasso todos os limites
Quebro todas as barreiras.
Sou mulher bomba, kamikaze, suicida,
Edifício em implosão.
Sou o medo primário e primeiro.
O medo das noites insones de pesadelo
com mãos fantasmas
que emergem do escuro.
E sou revolta e abandono.
E sou sobrevivência e luta
E impotência e solidão.
E esta raiva que me faz pegar na caneta
e fazer dela a espada
com que combato o que sou.
E sou também a tempestade
que sentes quando ruge no teu corpo
E que perde a força
e se torna calma
Quando a tua pele se torna a minha
o meu corpo se torna o teu
e me ensinas a paz que não tens
mas que inventas para mim
(Ana- AO SABOR DAS EMOÇÕES)
[A força que senti ao ler este poema, tornou inevitável a sua edição aqui no Void. Mas a autora merece. Disso, não temos dúvidas.]
Publicado por void em fevereiro 26, 2004 04:56 PM"Quando a tua pele se torna a minha
o meu corpo se torna o teu
e me ensinas a paz que não tens
mas que inventas para mim"
... simplesmente magnifico! :)
Pois é, Morgatha, pois é. Enfim... a Ana sabe o que eu penso da escrita dela.
Quanto ao resto do poema, a força e energia também postas no "Eu" que é Mulher, são absolutamente fantásticas. Fantásticas!
A acrescentar: o paralelo que este poema me permite estabelecer com o "Traduzir-se", de Ferreira Gullar, já aqui muito recentemente editado.
:)***
Afixado por: Sandra em fevereiro 26, 2004 05:41 PMObrigada ás duas, á Sandra por achar que tenho mérito para estar aqui no meio das palavras e dos desenhos que leio sempre e ás vezes me epantam, me fazem sorrir, ou me chocam (como um em particular o "kiss me"). À Morgatha porque admiro as palavras dela desde que descobri o link.Às duas um obrigada por entenderem. Um beijo
Afixado por: Ana em fevereiro 26, 2004 11:12 PMPungente e amargo... este texto é uma vivência. Obrigado Ana.
Afixado por: InNominus em fevereiro 27, 2004 03:29 PM