
(Natália Correia)
Espáduas brancas palpitantes:
asas no exilio dum corpo.
Os braços calhas cintilantes
para o comboio da alma.
E os olhos emigrantes
no navio da pálpebra
encalhado em renúncia ou cobardia.
Por vezes fêmea. Por vezes monja.
Conforme a noite. Conforme o dia.
Molusco. Esponja
embebida num filtro de magia.
Aranha de ouro
presa na teia dos seus ardis.
E aos pés um coração de louça
quebrado em jogos infantis.
(Natália Correia- POESIA COMPLETA)
Uma vez em casa de Amália, desta vez durante um Jantar oferecido pela Diva, Natália ficou a meu lado.No meio do repasto,olhou pra mim, e disse-me-"tire lá esses olhos de ilha, que a vida tem mais horizontes , mais guerras...". Realmente nesse tempo,eu andava muito triste, à deriva... E Natália percebeu. "Olhos de Ilha"-Um dia farei um poema roubando esta expressão à grande Natália!
Afixado por: Valeria Mendez em fevereiro 27, 2004 02:48 PMAi Valéria, Valéria...ó mulher, tu és brilhante!
Quanto à Natália...divina! A Poetisa, por excelência.
:)***
Afixado por: Sandra em fevereiro 27, 2004 06:30 PM