
Magoas o anjo alado e cristalino com tuas mãos torpes e rijas.
Nada diz.
Nada dizes.
É o silêncio de quem escreve no corpo, as palavras gravadas a sangue.
Aborto que nasce de ódio.
Saberás parar?
Paraste.
A lágrima presa que é de seguida atormentada.
No seu corpo, os sulcos de umas mãos que procuraram satisfação.
Pele ingénua para sempre violada.
Quiseste engolir o mundo, a dor…
vê o que restou.
restas tu nesses destroços do nada.
Afixado por: fernando esteves pinto em janeiro 31, 2004 12:43 AMresta o silêncio profanado e a sordidez da alma.
Afixado por: em janeiro 31, 2004 02:39 PMo teu vazio a correr pela noite.
Afixado por: fernando esteves pinto em janeiro 31, 2004 04:29 PMa tua leitura do vazio.
Afixado por: em janeiro 31, 2004 05:50 PMo vazio é onde te encontro sempre. onde existes como escrita de ti mesma.
Afixado por: fernando esteves pinto em janeiro 31, 2004 08:51 PM