
(Pintura de Robin Tichane)
Escrevo apenas e absolutamente
por minha própria causa,
a minha própria causa.
Se quero que me leias?
Sim, quero que leias
nas palavras que escrevo
o sentido oculto
ou explícito
que dás a elas.
Não pretendo escrever poemas.
Desejo que as asas das palavras
toquem o corpo de ideias
que trazes em ti.
Toquem algum lugar
que desconheças ainda.
E mergulhados os olhos
no verso,
sonhes, dances, ames.
Ou mesmo te rebeles,
a revolução civil
da tua intimidade.
E faças do texto ato desobediente,
incivil por sua própria natureza.
Ou obediente apenas o teu desejo.
(Sílvia Chueire- Inédito)
[Um especial agradecimento à autora pela cedência dos "direitos de edição". Para leitura de mais poemas de Sílvia Chueire ver este blog.]
Calmo e sereno... gosto...
Afixado por: D_Quixote em janeiro 30, 2004 07:20 PMSim, D. Quixote, a Poesia da Sílvia é muito isto: calma e serenidade. Tudo é beleza, suavidade, jogo harmonioso de palavras.
Escreveu a Sílvia: "Não pretendo, escrever poemas". Esquecendo o que vem a seguir: ela só escreve poemas! Cada palavra, por si só, é um poema. A Poesia surge naturalmente.
A Sílvia inspira e expira Poesia. E é escusado dizer o contrário.
Não o faças, Sílvia. OK? ;)
:)***
Afixado por: Sandra em janeiro 30, 2004 08:24 PM