não sei o que esperar
sou prostituta.
queria que fechassem os olhos
que passassem à frente
ignorassem o estúpido vicio da veia insalubre
e vomitassem
não desejo ser ouvido pelo pássaro saltitante.
ignorantes palavras de merda.
não preciso disto
não quero estas palavras em mim
não quero estas palavras em mim
não quero estas palavras em mim
não quero estas palavras em mim
não quero estas palavras em mim
não quero estas palavras em mim
não quero esta mulher em mim.
Afixado por: fernando esteves pinto em janeiro 28, 2004 09:21 PMQual?
Afixado por: Sandra em janeiro 28, 2004 10:01 PMnão desejes saber.
Afixado por: fernando esteves pinto em janeiro 28, 2004 10:14 PMEis-me perante o teu lado misterioso. O lado sombrio, que oculta. Que faz pensar numa multiplicidade de possibilidades...ou nem tanto.
Há palavras que eu quero ler. Continua!
Lá longe, mas ainda visível, uma prostituta continua a seguir os teus gestos. Numa proximidade maior, continuo a aguardar que me digas...que me digas...já nem sei bem o quê. De qualquer forma, estou aqui. O pior que poderá acontecer é eu chorar contigo. E de seguida, recolhermo-nos da chuva provocada pelas lágrimas.
Palavras.
Palavras.
Palavras.
Não sei porquê, mas a veemencia das palavras lembrou-me ARY... Obrigada Sandra pelas palavras que deixou no meu blog.São importants e motivadoras, sobretudo para quem está numa Ilha,que é muito bonita,mas muito problemática a nivel...(você sabe...)
Afixado por: Valeria Mendez em janeiro 29, 2004 03:56 AMSimpatia a tua Valéria. Quanto à Madeira claro que sei. Enfim, a "vertente atlântica" da mentalidadezinha portuguesa. Que não deixa de entristecer, obviamente.
Afixado por: Sandra em janeiro 29, 2004 07:01 AMEste post lembrou-me este poema:
NACÍ PARA POETA O PARA MUERTO
Nací para poeta o para muerto,
escogí lo difícil
-supervivo de todos los naufragios-,
y sigo con mis versos,
vivita y coleando.
Nací para puta o payaso,
escogí lo difícil
-hacer reír a los clientes desahuciados-,
y sigo con mis trucos,
sacando una paloma del refajo.
Nací para nada o soldado,
y escogí lo difícil
-no ser apenas nada en el tablado-,
y sigo entre fusiles y pistolas
sin mancharme las manos.
Gloria Fuertes
Excelente contributo, o teu, Luís! Poema, sem dúvida, muitíssimo expressivo.
De facto é inerente ao Homem confrontar-se entre "o que é" e "o que gostaria de ser", ou pelo menos, confrontar-se entre "o que é" e "o que gostaria de não ser".
Volta sempre :)
Afixado por: Sandra em janeiro 29, 2004 11:56 AMHá ilhas continentais mais pequenas que a Madeira.
Isto, porque estou cá em trabalho faz um ano..
e já conheci ilhas mais pequenas cercadas de terra por todos os lados.
Muito mais pequenas...
Afixado por: carlos em janeiro 29, 2004 02:53 PMNão tenho dúvidas disso absolutamente nenhumas, Carlos. Aliás, cada vez tenho mais certezas. O grave é que dou por mim a não me admirar com a naturalidade com que sou confrontada com determinadas situações. Isto não exclui, obviamente, as ilhas rodeadas de mar e o que elas transportam para alguns, na sua forma de ver o mundo. A Valéria lá sabe do que fala. Eu, de alguma forma, tenho informação que me permite concordar com ela.
Levando as coisas ao extremo: Portugal (continental e insular) é todo ele uma ilha muito pequenina, rodeada de terra e de mar. Pequenina, pequenina com gente pequenina, também. Com muita gente pequenina. E o pior é que esta ilha se parece estar a afastar cada vez mais de um estado que se deseja e precisa diferente.
Não quero para mim esta ilha.
Não quero para mim esta ilha.
Não quero para mim esta ilha.