janeiro 24, 2004

Bloody kisses


Toco nos teus lábios incandescentes desejando provar-te, carícia perene de te encontrar.
O teu rosto sobre o meu releva-me as quimeras do teu toque desejado.
Somos dois corpos que se encontram, duas almas que se tocam.
E olho-te dentro de mim no sôfrego instante de te agarrar, ter-te como minha.
Respiro esse ar contagiante de silêncio que aqueces nos teus lábios.

Tanto que me deixas…

Publicado por void em janeiro 24, 2004 08:48 PM
Comentários

Brilhante!
Belas palavras que desaguam em belas frases, naquela que é uma forma possível de escrever o Amor. Simplesmente o Amor.

Afixado por: Sandra em janeiro 24, 2004 08:56 PM

Uma provocação para o Fernando:
consegues escrever este Amor e toda a Sexualidade de si resultante... ou a si inerente?

;)

Afixado por: Sandra em janeiro 24, 2004 08:57 PM

em nome da poesia seria desejável que trocassemos algumas ideias sobre o assunto.
esta parece ser a forma absoluta de sentires o amor.

Afixado por: fernando esteves pinto em janeiro 24, 2004 10:39 PM

Sorrio.

Afixado por: em janeiro 25, 2004 01:26 AM

Fernando:
até parece que citaste o título de um livro de Mário de Carvalho "Era bom que trocássemos umas ideias sobre o assunto" ;)

Em nome da Poesia, da Prosa ou do Teatro, falar sobre o Amor só pode, certamente, trazer mais valias. Trazer mais valias para aqueles que escrevem, porque se enriquecem no conhecimento e/ou confronto com uma realidade, podendo transformá-la a partir daí em literatura (progressivamente mais amadurecida), assim como para todos aqueles que lêem, no sentido em que tomam consciência de sentimentos e situações que existem ou, noutros casos, se revêm mais ou menos profundamente nos conteúdos.

Julgo que um escritor que escreve as temáticas que tu escreves e como o fazeres, não terá/teria dificuldades em alargar a sua área de abordagem da Sexualidade (onde se inclui, obviamente o Sexo) àquela que aqui estamos a falar. Ainda mais pela forma como descreves os sentimentos femininos e pela forma, também, como apresentas o toque feminino.

Quanto à forma absoluta de sentir o Amor, julgo que esta deve sê-lo em função da identidade de cada um. Não a minha, deste ou daquele em particular, mas antes, da de todos aqueles que se posicionem sentimentalmente de determinada forma. É claro que não posso deixar de dizer que esse posicionamento deveria ser encarado naturalmente pela sociedade, sem preconceitos e, consequentemente, sem causar sofrimento para quem, tão só, deseja completar-se e ser feliz com/através do Amor.

Afixado por: Sandra em janeiro 25, 2004 08:43 AM

Para que possa ser bastante mais desenvolvido o debate em torno da questão da homossexualidade masculina ou feminina, serão futuramente apresentados posts cuja tematica seja abordada. Estes posts poderão apresentar, ou textos originais ou excertos de textos em prosa ou poesia, de vários autores com publicações no mercado.
Fica, pois, aberto o caminho para a discussão, proporcionando-se também um maior conhecimento da "literatura homossexual ou gay", conforme a preferirem considerar.

Afixado por: Sandra em janeiro 25, 2004 06:30 PM

a homossexualidade atrai-te de que forma? discutida? sentida? experimentada?

Afixado por: fernando esteves pinto em janeiro 25, 2004 07:16 PM

A homossexualidade não é por mim considerada em nenhuma redoma de vidro, distinta do conceito global de Sexualidade. Nesse sentido interessa-me abordá-la como mais uma forma de expressividade emocional, passivel de ser sentida por qualquer pessoa normal.

Afixado por: Sandra em janeiro 25, 2004 07:58 PM

Já eu acho que se tomada assim: vamos ler uns textos da literatura gay, parece-me mais artificial e tende a alijar mais. Literatura é literatura. Examinemos o que for, sem rótulos, e vejamos o seu valor literário.
Prefiro assim. Mas, é claro, esta é apenas uma opinião. Vocês têm o blog e decidem como quiserem.

Afixado por: eugênia em janeiro 26, 2004 03:22 AM

Claro que sim, Eugénia. É evidente que tens razão. Eu só utilizei a expressão para chamar a atenção para uma realidade literária, que está reconhecida e definida entre os especialistas (e na qual se fala cada vez mais, inclusive ao nível dos "Queer Studies", que estão ainda nos antípodas em Portugal).
Acredita que o rótulo, ou pior, o estilete, não são por mim aplicados. E é precisamente para dar um contributo para "limpar" cabeças que o tema vai ser aqui trazido.
Que não fiquem dúvidas: literatura é literatura.
Obrigada pelo teu excelente contributo.

Afixado por: Sandra em janeiro 26, 2004 06:46 AM