dezembro 31, 2003

Enforca-te comigo


Imagem de Ilya Lipkin (NEUTRAL)

Sou mimo que finge ser triste, rosa maléfica que arrasta solidão, cara sem rosto que perdeu as lágrimas ao vento. Sangue que jorra dos corpos.

Enforca-te comigo nos mantos dos espinhos, num abraço mortal onde nos sufocamos.
Chora e odeia-me.

Publicado por void em dezembro 31, 2003 09:56 PM
Comentários

Necessidade de ser odiado, esquecido, para se sentir outrora amado? Saudades? memórias que ferem agora? (pergunto-me....)

Afixado por: umapalavravazia em dezembro 31, 2003 11:27 PM

mentiras

Afixado por: em dezembro 31, 2003 11:29 PM

Prefiro falar, em vez de mentiras, em descobertas que ainda não foram feitas. Em estados emocionais que ainda não se viveram. Em reacções interiores, face a estímulos exteriores, que ainda não foram (devidamente) entendidas, exploradas e, de certa forma, manuseadas.
De uma coisa podes ter a certeza: a estrada dos sentimentos é muito longa, assim como aventuroso o percurso que nela fazemos (ou vamos fazendo).

Afixado por: Sandra em janeiro 1, 2004 12:30 PM