A amizade é indispensável ao homem para o bom funcionamento da sua memória. Lembrar-se do passado, trazê-lo sempre consigo, é talvez a condição necessária para conservar, como se costuma dizer, a integridade do eu. Para que o eu não encolha, para que mantenha o seu volume, é preciso regar as recordações como as flores de um vaso, e essa rega exige um contacto regular com testemunhas do passado, isto é, com amigos. Eles são o nosso espelho, a nossa memória; não se exige nada deles, apenas que de vez em quando puxem o lustro a esse espelho para que nos possamos mirar nele.
(...)
A amizade era para mim a prova de que existe qualquer coisa mais forte do que a ideologia, a religião ou a nação.
(Milan Kundera- A IDENTIDADE)
Gostei francamente da tua escolha para o último dia do ano!Felicidades!:)))))))))))))))
Afixado por: Gonçalo em dezembro 31, 2003 03:47 PMObrigada, Gonçalo! :))
Independentemente da altura do ano, a "Amizade" é sempre uma questão que deve ser pensada e reequacionada. Sobretudo tendo em conta aqueles que temos no nosso caminho...ou, tendo em conta alguns daqueles que temos no nosso caminho. Caminho este que é a nossa Vida.
outro escritor que faz parte da minha oficina.
a amizade é o sentimento gémeo do nosso eu. e não explico mais nada.
Sim, sem dúvida, a Amizade pode ser o sentimento gémeo do nosso "Eu". Mas para sê-lo terá que ter uma estrutura muito (ou suficientemente) consolidada. Caso contrário, essa particularidade do igual pode ser absolutamente falsa, ilusória e fragilizadora.
Afixado por: Sandra em janeiro 1, 2004 01:06 PMeu sei.
Afixado por: fernando esteves pinto em janeiro 1, 2004 04:01 PM