Não quero estas palavras em mim.
Deixai-me morrer................

"... devastada era eu própria como a cidade em ruina
que ninguém reconstruiu..." Sophia de Mello Breyner
A devastação de nós é brutal. Brutal! E o arrastamento dessa brutalidade é mortífero. Lenta e vagarosamente mortífero. Consome-nos. Faz-nos definhar.
Quanto a Sophia de Mello Breyner: uma grande poetisa. Será trazida aqui ao Void. Porque, sem dúvida, merece.
Afixado por: Sandra em dezembro 28, 2003 07:15 PM"Como pálpebras roxas que tombassem / Sobre uns olhos cansados, carinhosas, / A noite desce... Ah! doces mãos piedosas / Que os meus olhos tristíssimos fechassem!" - Florbela Espanca - A noite desce...
Afixado por: Sad Anjel em dezembro 28, 2003 07:48 PMFlorbela Espanca começou muito jovem a escrever. Começou muito jovem a passar os seus sentimentos para o papel, transformando-os em literatura digna, sempre, de leitura.
Aqui no Void, Florbela Espanca é uma referência. Não o poderia, aliás, deixar de ser, pelo conteúdo dos seus poemas. Não poderia deixar de o ser, pelo conteúdo do seu Diário. É tudo muito forte. Impossível de ser indiferente.
Florbela foi arrebatamento. Florbela foi infelicidade feliz. Florbela foi muito nada do que poderia ter sido. E foi tanto...
Obrigada Sad Angel.
sê grande no pouco que escreves.
apenas uma palavra para cumprir o mundo.
Uma palavra pode ser tudo. Uma frase, pode ser tudo. Uma frase interrompida pode ter, igualmente, grande e decisivo significado.
A atribuição do(s) significado(s) depende, também, em muito, daquele que é (são) o(s) interlocutor(es), assim como do contexto em que surgem.
As palavras deste post não foram escritas por mim, mas são adaptáveis a qualquer um de nós, num momento determinado da vida.Ou em momentos determinados da vida.
O cumprimento da sua amplitude está no que somos e sentimos, agora. O cumprimento da sua amplitude está, da mesma forma, no entendimento que pode ter junto daquele(s) a quem poderá(ão) tocar.
Palavras trazem formas.
São cegos aqueles que não sabem ler.