É horrível meus olhos de repente
Não focam além de mim
Faço gestos no vácuo
Sou como um cego nato
Testemunha da sua única noite
É horrível como de repente fica
Desmedida do tempo a vida
O meu deserto colide com o espaço
Deserto podre lívido deserto
Da minha própria morte que me faz ciúme
Trago no meu corpo vivo as ruínas do amor a minha morta
No seu vestido com manchas de sangue na gola
(Paul Éluard- ÚLTIMOS POEMAS DE AMOR)
Publicado por void em novembro 30, 2003 10:17 AM