
Chora a alma acorrentada na vida.
Lágrimas silenciosas que correm no vácuo do ser. Afogam-se no infinito do silêncio, trespassando o tempo.
Condenadas a morrer sucessivamente até um braço desligar a luz
É absolutamente importante que deixemos soltar a Alma. Esta não deve estar acorrentada (seja por que motivo for), antes, deve ser livre ou ter a capacidade de se libertar ou de se ir libertando de amarras que (eventualmente) surjam. Temos, conscientemente, que ter capacidade para lhe proporcionar isso...por ela e por nós. Isso, porque é ela que molda o nosso interior e os nossos sentimentos mais profundos. Porque ela e nós somo unos.
O choro, é bom que exista. Faz bem em algumas situações: descomprime, alivia, pode até revelar alegria e boa disposição. Mas a sua razão de ser menos positiva não deve ser eterna. Dessa nos devemos escusar para podermos ser igualmente livres.
Sandra
Afixado por: Sandra em setembro 14, 2003 11:34 PMNesta entrada quis falar das lágrimas e da maneira q me inspiram tristemente ao longo da vida...São o sofrimento de algum ser, de alguma alma acorrentada na vida. Esta alma acorrentada na vida é alguém q quer morrer. Talvez sentir algo novo além do 'Vazio', ou da dor q sente respirando. é uma ideia indistinta e generalizada q de certa forma encanta-me.
Obrigada Sandra, pelas pelavras expressivas e emotivas que escreveste no comentário...:)
Lanço-te um desafio: olhar as lágrimas de forma diferente. Não como resultado de um estadio (triste) com alto nível de definição e de certeza quanto a si próprio, mas antes como um estádio (possivelmente triste), mas com uma grande capacidade de superação, no trilho da conquista de uma grandeza maior.
Aceitas o desafio? Queres juntar-te a mim e começarmos a falar sobre esta nova possibilidade? Se sim, lança o mote...avança!
Sandra
Afixado por: Sandra em setembro 15, 2003 08:56 PMLanças mtos desafios...;)
Lágrimas com a capacidade de superação são dificeis de descrever. Agora q penso nisso, lembram-me as águas de um rio a subir. Uma imagem surrealista, especial q ficará na minha mente associada às palavras'lagrimas de superação'.
Aceito esse desafio, mas terás de começar tu :D
Já começaste a vir ao meu encontro. :))
Sim, aceito o TEU desafio. Não hoje. Mas aceito.
Preciso de descançar. O dia foi longo...
Sandra
'O dia foi longo'...
Uma frase q sussurrada esconde o tempo...Um momento eterno, este cansaço da vida. Dias melhores virão:)
Espero o teu nascer. O começo de umas lágrimas q subirão em vez de caírem...:)
Espero que durante bastante tempo, daqui para a frente, sempre que os meus dias iniciem eu me possa lembrar que existes, mas sobretudo que estás aí para "escutares" o que te digo/vou dizendo.
Quanto a determinado tipo de lágrimas, há-de chegar o dia em que deixarão de cair...e quando isso realmente acontecer é sinal que em vez de esperares o meu nascer...acompanhas a minha existência.
Sandra
Afixado por: Sandra em setembro 17, 2003 05:35 PM:))))(Ainda bem q existes...)
Lindo, o q disseste (no último parágrafo)! Eu, sem dúvida, não me esquecerei q existes;) e q ao acordar, sei, alegremente, q lerei umas palavras viciantes e apaixonadas de uma pessoa tão distante e tão perto!:))
Já q abordo o tema das lágrimas, não vejo como elas hão-de subir ou cessar nas péssimas épocas q se aproximam:S
Os horários são super preenchidos e acho q vou ter q abdicar de algumas aulas de estilismo:(((((
Apesar de não ser mto optimista, não desesperarei...:(((
Q tristes dias já antecedem os seguintes:'(
Se há coisa que tenho aprendido é a seguinte: os horários que nos condicionam quotidianamente (no mundo exterior) não têm necessariamente (basta nós querermos que assim seja) nada a ver com aquele que é o ritmo de vida que nos conduz interiormente. E é precisamente por isto que essa diferença deve ser consciencializada por nós e regular a nossa existência suprema, não como "animais sociais" para como "seres humanos" (no sentido de serem imbuídos de sentimentos, de gostos, de prazeres).
No meio da agitação que é a minha vida e do muito que socialmente tenho para fazer, há sempre espaço para estar aqui contigo, mesmo que as palavras que provam essa presença possam não ser escritas. Eu sei que estou cá. Tu sabes que (mesmo que aconteça parecer não estar) estou. Isto é uma coisa. Outra coisa é o mundo lá fora. Com ou sem aulas de estilismo.
Assim, também tu tens que pensar sobre isto, traçar as fronteiras e em função delas construires o teu caminho: na sociedade (no exterior) e contigo (no interior).
Sandra
Afixado por: Sandra em setembro 17, 2003 09:15 PMEu tento construir um caminho na sociedade mas não consigo. Talvez nem tente... Não tenho a força suficiente para falar com alguém desconhecido... e todas as palavras de outros soam-me a mentiras, pois tudo o q eu vejo é Hipocrisia e sorrisos falsos, desfilando, nas ruas...
Vivo num mundo com duas pessoas, onde nos gostámos e partilhámos o comum, a nossa própia sociedade. Só nos temos às 3, para enfrentar o amanhã. O amanhã q nos espera, olhando-nos, através dos olhos de mil pessoas...Aquelas q tento compreender, talvez 'abater'! É o ódio da diferença, e dos corruptos(, por nao seguirem tradicões,) q as fazem abanar a cabeça, cruelmente, e desviar o passo para longe...Não lhes peço q se aproximem. Eu desejo tal distância. Torna o ar respirável...
Sufoco naqueles corredores estreitos de gel e de barbies! ...e como dói estar acorrentada a um quadro preto e a um rosto severo!
Afixado por: Void em setembro 18, 2003 01:18 PM