Larga-me!
Rogo-te para morreres, sem mim nos teus braços.
Peço-te:
- Vai! Tira-me a insónia, o pesadelo que cravaste na minha cama!
Suga o sangue venenoso que injectaste no meu corpo! Arranca-me da alma a dor e deixa-me esquecer... As recordações, nunca as poderás levar, e por isso jamais respirarei um sorriso...Despedaça a cruz que carrego há demasiado tempo no meu âmago. Este sangra e tu continuas rasgando-o até ao infinito do vazio.
Estou tão cansada...
Deixa-me descansar...
Deixa-me adormecer sem temer encontrar-te!
- Vai mas não me leves contigo

Estas imagens fazem-me pensar em "Fuga(s)". Não seremos nós alguém ("alguéns") que anda (m) sempre a fugir de alguma coisa ou de alguém? Serão essas fugas positivas? Trazer-nos-ão algumas vantagens? Ou antes, impedem-nos de ser quem verdadeiramente devemos? Mas...quem define o que devemos ser? Como? Em que circunstâncias? Porquê? E nós, como queremos ser e como queremos viver, para evitar as fugas?
Sandra
Afixado por: Sandra em setembro 14, 2003 11:44 PMtenho uma vontade enorme de mudar ou de nascer... sei q o ser q vive dentro daquele corpo q grita: Vai, mas não me leves ctg!, é um sentimento q destrói o âmago, a alma q outrora viveu lá dentro. Este corpo q pede ajuda quer livrar-se finalmente de tal dor, de tal sentimento, e diz-lhe q mesmo q as recordações nunca o façam sorrir, ele deseja morrer. Morrer para poder dormir, descansar da dor, da doença e nunca mais lembrar. Este corpo nao tem salvação possível além de um descanso eterno, a morte. Ele pede com toda a raiva q sente pela vida q lhe foi negada, q ele própio destruiu, um descanso... e essa força desesperante de um corpo q nunca cicatrizará é... bela, mto (me) emotiva.
Afixado por: Void em setembro 15, 2003 03:42 PM...Prefiro pensar, e antes quero crer, que é em Vida, na Vida e com a Vida, que posso descançar, que posso ultrapassar a dor, que posso alcançar a liberdade para existir plenamente...
...Quero antes pensar que é com a Vida que posso amar, que posso partilhar, que posso crescer, que posso tomar decisões e ser autónoma para seguir um caminho...
...Quero antes pensar que é com a Vida que quero fazer determinado percurso, que eu escolho porque acho que é o melhor, porque é ele que me dá força, porque é ele que me faz evoluir como ser humano...
...Quero antes pensar...
....com a Vida...
... na Vida...
...por entre a Vida...
...comigo...com ele(s)...
...por um EU muito maior...muito mais pleno...muito mais absoluto...abraçada, sempre, sempre, sempre...à Vida...abraçando ... sempre... sempre...sempre...com muita força e intensamente...a Vida
Sandra
Afixado por: Sandra em setembro 15, 2003 09:15 PMEu pretendo dizer q a morte tb é uma vida. Mas diferente desta q tinha. Esta morte é mais um descanso da vida que levou. A água q lava as feridas...Este corpo nao tinha hipóteses na vida e escolhe a morte que tb (temos de admitir) tem as suas vantagens...vantagens desconhecidas mas consideradas libertadoras.
Tu falas com amor da Vida. Eu falo com amor da Morte.
Amanhã, talvez tudo mude...
Quem sabe se nestes nossos caminhos que parecem ser diferentes não aparece um ponto em que nos encontramos e descobrimos que afinal há alguma coisa em comum!
Concordas com a possibilidade?
Sandra
Afixado por: Sandra em setembro 17, 2003 12:00 AMClaro q sim, Sandra;)
Aliás acho q temos mto em comum...Talvez a paixão com q nos dedicámos às palavras:)))) e outras coisas, ainda por descobrir =)
As palavras para mim são fundamentais. Cada uma delas, a sua entoação, a sua intensidade o seu significado, a sua melodia...
Eu amo as palavras, eu vibro com aquilo que elas podem significar em contextos determinados, eu bebo-as, procurando sempre que considero oportuno ou importante, reforçar o seu significado dando retorno a quem as faz chegar.
É por isso que estou aqui, contigo.
Sandra
Afixado por: Sandra em setembro 17, 2003 05:41 PMLindo.
:)))))))))))))))))
Deixo de ter palavras para a dor, sabias? É demasiado doloroso, mas elas correm, fervilhando na minha mente, à espera de um papel, de um som.
Gostaria de poder gritá-las, cantá-las ou dizê-las a alguém...mas esta boca não se abre. Só as mãos apalpam um teclado, uma caneta, sempre em busca da perfeição, da magia.
Queres esquecer e ser esquecida. Compreendo...
Mas...
um dia já o amaste....
algo mudou.
O quê? Mudou em ti ou nele, ou nos dois.
Mas ele ainda te quer ou pelo menos pensa que sim...
Eu sei o que é amar, também sei o que é odiar...
É bom expressar o que sentimos, e então quando são sentimentos tão extremos...
Muitas vezes pensamos no mal que nos fazem, ou no bem que queremos fazer, mas raramente no mal que fazemos.
Sou um idiota, há coisas que eu numca poderei perceber, a rejeição tornou-me assim...
Pablo